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Diástase abdominal: o que é e como cuidar

Diástase abdominal é o afastamento entre os dois lados do músculo reto do abdômen, que acontece na gravidez para dar espaço ao bebê. É comum, muitas vezes diminui nos primeiros meses depois do parto, e o cuidado começa por uma avaliação e por exercícios orientados, sem pressa.

O que é a diástase

Os dois lados do reto abdominal, o músculo do "tanquinho", são unidos no meio por um tecido chamado linha alba. Com o crescimento do útero, esse tecido estica e os músculos se afastam. É uma adaptação do corpo à gestação, não uma lesão, e não é a mesma coisa que hérnia. Ela pode aparecer ainda na gestação: no estudo citado abaixo, cerca de um terço das mulheres já tinha diástase na 21ª semana.

Detalhe de um aparelho de Pilates no estúdio da Fiore

É comum?

Muito. Num estudo norueguês que acompanhou 300 mães de primeira viagem, a diástase estava presente em 60% delas seis semanas depois do parto, em 45% aos seis meses e em cerca de 33% aos doze meses. Ou seja: em muitas mulheres o afastamento diminui com o tempo, e em parte delas continua.

No mesmo estudo, mulheres com e sem diástase relataram a mesma quantidade de dor lombopélvica um ano depois do parto.

Como perceber

Um sinal comum é a barriga formar um "bico" no meio ao levantar da cama ou fazer força. Para observar em casa, deite de barriga para cima com os joelhos dobrados, levante um pouco a cabeça e os ombros e sinta com as pontas dos dedos acima e abaixo do umbigo. O teste ajuda a acompanhar, mas quem confirma é a avaliação profissional.

Inicie sempre com a liberação do seu médico.

Como cuidar

O cuidado começa pelo abdômen profundo e pelo assoalho pélvico, com respiração, postura e ativação suave. No começo, vale evitar abdominais tradicionais, prancha, exercícios de impacto, carregar peso e fazer força no banheiro.

A pesquisa sobre exercícios para diástase ainda é limitada e de qualidade baixa, por isso o caminho é individual e progressivo. Com avaliação e acompanhamento adequados, o Pilates pode contribuir para fortalecer o core com segurança.

Na rotina, pequenos ajustes ajudam: levantar da cama virando de lado primeiro, soltar o ar ao fazer força para pegar o bebê e evitar prender a respiração.

Quando procurar ajuda

Procure o seu médico ou uma fisioterapeuta se:

  • O afastamento continua evidente cerca de 8 semanas depois do parto
  • Há dor abdominal, ou um volume no meio da barriga que dói ou não volta ao deitar
  • A dor nas costas piora
  • Aparecem perda de urina ou sensação de peso na região íntima

Como a Fiore acompanha

Na avaliação inicial, a fisioterapeuta mede o afastamento, olha a postura e a respiração e monta um plano para o seu momento, no Pilates pós-parto. Se algo pede outro cuidado, orientamos você a buscar o profissional indicado. As reavaliações mostram a sua evolução ao longo do caminho. Fale com a gente pelo WhatsApp.

Perguntas frequentes

Diástase abdominal fecha sozinha?

Em muitas mulheres, sim: o afastamento diminui nos primeiros meses depois do parto. Num estudo com mães de primeira viagem, ele estava presente em 60% às 6 semanas e em cerca de 33% aos 12 meses.

Posso fazer abdominal com diástase?

No começo, abdominais tradicionais e prancha não são o ideal. O caminho costuma começar por respiração e ativação do abdômen profundo, com progressão orientada.

Pilates ajuda na diástase?

Com avaliação e acompanhamento adequados, o Pilates pode contribuir para fortalecer o core com segurança. A evidência de que o exercício reduz o afastamento ainda é limitada, por isso cada plano é individual.

Diástase causa dor nas costas?

Não necessariamente. Num estudo com 300 mães, mulheres com e sem diástase relataram a mesma quantidade de dor lombopélvica 12 meses após o parto.

Fontes

  1. Sperstad JB, Tennfjord MK, Hilde G, Ellström-Engh M, Bø K. Diastasis recti abdominis during pregnancy and 12 months after childbirth. British Journal of Sports Medicine, 2016.
  2. Benjamin DR, van de Water AT, Peiris CL. Effects of exercise on diastasis of the rectus abdominis muscle in the antenatal and postnatal periods: a systematic review. Physiotherapy, 2014.
  3. NHS (Reino Unido). Your post-pregnancy body.
  4. Ministério da Saúde. Guia de Atividade Física para a População Brasileira, capítulo 7: gestantes e mulheres no pós-parto, 2021.

Este guia é informativo e não substitui consulta médica. Revisado em .

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